15/01/2017

11


Há 11 anos, estava este rapaz quase a nascer, e andávamos nós com o coração nas mãos. Mais ou menos literalmente (longa história, no horizonte muitas incógnitas e a hipótese de ser necessário, assim que possível, um transplante). 
Vai-se a ver, não era nada: um sopro. 
E sopro tem sido, mas de tantas outras formas que não a médica. Coração grande, o deste miúdo, a bafejar-me todos os dias de sorte e alegria e a quantidade saudável de picanço de mioleira. Tem um sopro e tem grandeza, o cardíaco deste cachopo. Este cachopo.
Se há coisa de que não me arrependo — se há bagagem que transporto de bom grado, e que tantas vezes me salva de mim próprio — é de ter começado a dormir mesmo pouco há 11 anos. 

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