17/02/2019

Monchique






Fotografei a Aimée, a Aimée fotografou-me
Tudo isto no concerto do Jhon Douglas

Duas rodas

Por razões que não são agora para aqui chamadas, há muito tempo que não tinha um fim-de-semana inteirinho só para mim. Aproveitei, portanto, para me fazer à estrada — desta vez, a caminho do Algarve. Como poderão ver nas fotos acima.

Adiante. O título deste post é duas rodas porque, e isto vai soar estúpido, emociona-me esta coisa de estar na estrada e a malta das motas cumprimentar-se toda. É um gesto discreto, um pequeno aceno, mas quer dizer «estamos todos aqui a olhar uns pelos outros». E isso agrada-me.

13/02/2019

Agnès



(foto JB Lacroix/ WireImage)

Esta entrevista (catrapiscada via Patrícia)

05/02/2019

Et de plomb et de plume 058 _ com Henrique Manuel Bento Fialho


00.00 _
00.39 _ Dolly Parton c/ Chet Atkins _ Do I ever cross your mind
03.17 _ Jim O'Rourke _ Something big *
06.14 _ Billie Holiday _ Cheek to cheek *
09.48 _ Duke Ellington _ Up and down, up and down (I will lead them up and down)
12.51 _ Jesca Hoop _ Pegasi *
16.20 _ Andrew Bird _ Sysiphus
20.21 _ The Doors _ Wild Child *
22.57 _ Jimi Hendrix _ Once I had a woman
30.42 _ Zeca Afonso _ Utopia *
33.44 _ Jacques Brel _ Saint Pierre
35.59 _ Gabriel Tacchino (Satie) — La belle excentrique (grande ritournelle)
37.55 _ Marcia Griffiths _ Feel like jumping
41.03 _ Lauren Newton _ Conversation junior
43.25 _ Burt Bacharach _ Knowing when to leave
46.08 _ Elliott Smith _ Ballad of big nothing
48.54 _ Mazzy Star _ Ghost highway
52.18 _ Jimi Hendrix _ All along the watchtower
56.21 _ Odetta _ Bald headed woman

**

(as escolhas do Henrique estão a bold e com um asterisco à frente)

Pre-

1. Aí por volta de 2001 e já nem sei bem até quando, fazia parte, com um grupo de amigos (5: o Délio, o Pirralha, o Bernardo, o Ricardo e eu), de uma coisa chamada Il Cru Fantastico. Cru de crew porque éramos djs (uns, como o Bernardo ‘Mr. Mute’, mais a sério do que outros) e partilhávamos música com quem pudessemos. Nem sempre, mas às vezes fazíamos uns despiques: três músicas cada um, sem avisar ao que íamos nem que batata quente deixávamos ao próximo. Dá óptimo material para pregos.
O meu primeiro "nome" de dj foi — sim, é adolescente — Bónus Traque [padum-tchi!]. Depois passei-o para Ventilan, em parte porque (ver 2) existiam os Ventilan e, achava eu, era uma boa forma de promover um pouco tudo. A esta distância, no entanto, posso dizer foi só uma decisão confusa.

2. Antes disso, 98? 99?, conheci o Nuno e o Henrique. Formámos, asmáticos convictos ou ex-convictos, os Ventilan, banda de amadores que só ensaiava ao vivo — o Nuno a ler, o Henrique na guitarra e eu a soprar num alto e nuns pífaros. Mais, e mais bem escrito, aqui. Isto para chegar ao Henrique. Porra, já nos conhecemos há 20 anos e já fizemos bastante barulho juntos.

3. Ainda antes disso, tive um programa de rádio, na Nova,

4. Ainda antes disso, no 11.º, descobri o Perec e os malucos todos do OuLiPo. Ficou-me essa panca e, confesso, o gosto por ter constrangimentos.

Aqui há umas semanas, desafiei o Henrique para ser o primeiro a participar numa variação do De Plomb etc. A saber: pedi-lhe que escolhesse 5 músicas — não interessando estilos, durações, motivações — e eu teria de construir um De Plomb incorporando-as. Não me é propriamente fácil, sobretudo porque vou montando os programas um bocado como cadáveres esquisitos, em que uma música puxa pela próxima e a coisa vai por aí fora até fazer cerca de uma hora. Ter peças do cadáver pré-estabelecidas foi um desafio. O resultado está no post acima e espero que vos agrade.

Duas notas, antes de passar à música:
Do. Mi.

Primeiro, agradecer ao Henrique a pica com que aderiu logo à ideia;
e depois, dizer que já tenho o próximo conjunto de cinco músicas (meti-me numa bela alhada, é o que é) e que muito provavelmente convidarei algumas das pessoas que por aqui passam a participarem nisto.

Teatro Riscado — 16.ª série — Ódio (fotos de ensaio)








Teatro Riscado, nos próximos dias, na SMUP
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