21/10/2018


Ele não — reportagem fotográfica da Flora

Hoje, durante a manif no largo Camões, passei a máquina à Flora para ela fotografar à vontade. Eis o resultado.














Família











(tenho imenso jeito para selfies)

18/10/2018


Suponho que alguma coisa esteja a fazer bem. De manhã, a rotina lá de casa passa por acordar às 6.45 para fazer companhia ao Álvaro enquanto ele toma o pequeno-almoço (e depois andor que tem de ir para a escola). Deito-me, durmo mais um bocado, acordo às 7:40 para tomar banho. Aí pelas 8, acordo a Flora, que geralmente me pede mais cinco minutos. 
"Ok, é o tempo de te fazer as torradas e depois levantas-te". 
Chamo-a e lá vem ela toda ensonada a arrastar-se pela casa rumo às torradas. Não sem antes, ora vejam, endireitar os ó-ós, deitá-los tapadinhos e com a cabeça na almofada. E sabe bem ver ternura assim.  


16/10/2018

Oriana / Boca.pt


Domingos a trabalhar nos próximos audiolivros da Boca

15/10/2018

O Relicário da Patrícia

Está aqui e é um bom bosque no qual se passear.

Trouxe de lá esta papoila



10/10/2018



(Cannonball Adderley)


Aquilo das redes sociais cada vez me faz menos sentido: nunca gostei de multidões, e menos ainda de multidões aos gritos. Não que estejamos, neste momento, sem razões para gritos — mas não vejo nada de benéfico nisso: estamos todos onde eles [«eles»…] querem que estejamos: agarradinhos aos ecrãs, com a suave ilusão de que somos muitos, qualquer que seja o lado da barricada. Chateiam-me os comportamentos miméticos, por exemplo, o ver reproduzido vezes sem conta, como se de uma afirmação se tratasse, aquele poema do Brecht. Ou aquele cartoon. Ou o repisar das mesmas piadas (ena, até o continente já se aproveitou daquilo do Banksy). Portanto, para mim, o facebook foi c'o caralho.

O próximo, em breve, será o insta (tenho as minhas razões para não apagar tudo de uma vez), onde as imagens, os efeitos, o discurso visual, são cada vez mais iguais iguais claustrofobicamente iguais (e na maior parte desinteressantes). Paralisa-me constatar que já tudo foi fotografado, e de todas as maneiras possíveis — apesar de, obviamente, não ser verdade.

Fico com este meu gabinete de curiosidades para ir redecorando à minha vontade. E voltar a uma vida mais analógica, digamos: comprar mais o jornal em papel, afastar-me das grandes praças onde todos gritam e processar o mundo a um volume e um ritmo mais meus.

(isso e estou quase a fazer anos, o que me provoca sempre uns acessos de mau-feitio e desalento — não por estar a envelhecer, estou-me a marimbar para isso da idade e da morte, mas por causa daquela semi-obrigação de ser um dia fixe, e contam-se pelos dedos de uma mão de um operário [daqueles que trabalham com guilhotinas] os dias de aniversário prazerosos que tive nos últimos 20 anos)



+ + no leitor + + Watch your Mouth (NPR) + +

via Rita